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Natura lança Relatório Integrado 2025 com atingimento antecipado de metas ESG
Relatório em padrões globais e comparáveis traz 1.200 pontos de dados que compõem 200 indicadores sociais, ambientais e de governança da companhia no último ano
Data da Publicação da Notícia : 12/06/2026 14:18 por Ana Paula Melo
Divulgação
A Natura (NATU3) anuncia a publicação de seu Relatório Integrado 2025. O documento detalha o desempenho financeiro e os impactos da empresa na economia, no meio ambiente e nas pessoas em um ano marcado pelo encerramento do ciclo de simplificação corporativa e pelos avanços rumo a se tornar um negócio 100% regenerativo até 2050.
Entre os marcos do ano, está que, em 2025, a companhia concluiu a integração com a Avon na América Latina (Onda 2) e estabeleceu uma estrutura operacional mais ágil e eficiente. Pelo nono ano consecutivo, a Natura encerrou o exercício na liderança do setor de beleza e cuidados pessoais na América Latina*. A receita líquida registrada no ano foi de R$ 22,2 bilhões, e o EBITDA recorrente de R$ 3,1 bilhões, com margem de 14,1%. O lucro líquido atingiu R$ 974 milhões (excluindo efeitos não recorrentes de desinvestimentos) e a alavancagem ficou em 1,31x, mantendo uma estrutura de capital sólida.
Compromisso ESG e Metas Atingidas
O relatório destaca também o lançamento da Visão 2025-2050: Caminhos para a Regeneração, quando a Natura assumiu metas ainda mais ambiciosas para gerar impacto positivo simultaneamente nos capitais financeiro, natural, social e humano. E se comprometeu a ser uma empresa 100% regenerativa até 2050.
Além disso, em 2025, a Natura alcançou antecipadamente metas do seu Compromisso 2030:
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Bioingredientes da Amazônia: Atingiu 52 bioativos no portfólio, superando antecipadamente a meta de 49 ativos estabelecida para 2027 pelo seu sustainability-linked bond.
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Circularidade: Alcançou 30,1% de conteúdo plástico reciclado nas embalagens da marca Natura, superando com um ano de antecedência a meta de 25% prevista para 2026.
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Cadeias Críticas de Fornecimento: Cumpriu o prazo de 2025 atingindo 100% de certificação/rastreabilidade para direitos humanos para mica, papel e óleo de palma em compras diretas.
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Inclusão na Amazônia: Expandiu a parceria para 46 comunidades agroextrativistas, superando a meta de 45 comunidades estabelecida para 2030.
A companhia consolidou ainda avanços atingidos anteriormente, e registrou evoluções em sua agenda ESG:
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Marcos já atingidos: Mantém desde 2023 o compromisso de 50% de mulheres na liderança sênior, 100% de salário equitativo por gênero e raça, além de salário digno (living wage) ou acima para todas as pessoas colaboradores.
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Impacto Positivo: Gerou R$ 86,8 bilhões em impacto socioambiental positivo em 2025, o equivalente a R$ 4 em valor social para cada R$ 1 de receita.
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Descarbonização: Redução de 17% nas emissões absolutas de carbono (escopos 1, 2 e 3) frente ao ano anterior.
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Gestão de Insumos: Atingiu 94,7% de ingredientes renováveis e 97,6% de fórmulas biodegradáveis para produtos enxaguáveis.
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Aumento do Investimento em comunidades Amazônicas: Demonstrando um compromisso sólido e crescente com o desenvolvimento social, o volume de investimento direto nas comunidades atingiu R$ 62,39 milhões em 2025, o que representa uma evolução expressiva de 29% em comparação ao ano anterior.
Inovação e Perfumaria
Na frente de inovação, a empresa concluiu a integração das áreas de P&D de Natura e Avon, criando um motor único que reduziu o time-to-market entre 20% e 40% através de plataformas tecnológicas integradas.
A companhia também reafirmou sua liderança em fragrâncias na América Latina, figurando entre os cinco maiores players globais da categoria que representa a fatia de maior valor no segmento de Beleza e Cuidados Pessoais. Este protagonismo foi reforçado pela expansão do time de perfumistas exclusivos in-house, com a chegada de Olivier Paget e Juliana Bombarda, que se unem a Veronica Kato.
Adoção dos padrões globais de reporte
O Relatório Integrado 2025 segue as normas da Global Reporting Initiative (GRI) e da IFRS Foundation, além de passar por um processo de asseguração externa. A Natura adota simultaneamente os principais frameworks globais de reporte de sustentabilidade, como GRI, SASB, TCFD, TNFD e CDP. Para a companhia, a adesão a esses padrões — que oferecem parâmetros internacionais auditáveis e comparáveis — vai além de obrigações regulatórias, refletindo seu compromisso histórico com a ética, a transparência e a governança.
Neste ano de 2026, a Natura também se prepara para a adoção dos padrões IFRS S1 e IFRS S2, emitidos pelo International Sustainability Standards Board (ISSB) embora não haja mais a obrigatoriedade para companhias abertas por parte da CVM. A companhia aplica essas diretrizes de forma antecipada e seu relatório nestes padrões será publicado no segundo semestre do ano, com foco inicial no IFRS S2 (Clima), o que a coloca entre as primeiras empresas do país a dar esse passo.
“A Natura foi a primeira empresa da América Latina e uma das pioneiras globalmente a adotar as normas GRI, em 2001. O objetivo do uso desse padrão nunca foi apenas o de informar, mas sim de promover um engajamento genuíno com a sociedade e com os diversos públicos em prol da sustentabilidade. Hoje adotamos simultaneamente os principais padrões internacionais de reporte, que oferecem parâmetros auditáveis e comparáveis para que o mercado e a sociedade passam acompanhar com transparência os indicadores do nosso compromisso em sermos um negócios 100% regenerativo até 2050”, afirma Ana Costa, vice-presidente de Sustentabilidade, Jurídico e Reputação Corporativa da Natura.
Como complemento, a companhia também lança o seu Caderno de Indicadores ESG que junto com o Relatório Integrado estão disponíveis em português, e as versões em inglês e espanhol serão disponibilizadas em breve. Os documentos podem ser acessados no site de Relações com Investidores da Natura: https://ri.natura.com.br/sustentabilidade/relatorios-anuais/

