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Brasil | Saúde e Bem Estar

Pessoas estão mais felizes em 2026 do que 12 meses atrás, aponta pesquisa global da Ipsos

No Brasil, 28% se dizem muito felizes e 52% felizes, seguindo entre os países com maior taxa de felicidade no mundo, revela o Ipsos Happiness Report 2026



Data da Publicação da Notícia : 19/03/2026 12:56 por Jacson Miguel Stülp

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O Ipsos Happiness Report 2026, pesquisa global que mede os níveis de felicidade da população, mostra em 2026 que as pessoas estão mais felizes que no ano anterior em 25 dos 29 países pesquisados. No Brasil, 28% dos entrevistados se dizem muito felizes, 52% felizes, 15% não muito felizes e 5% nada felizes – a média global é 18%, 56%, 22% e 5%, respectivamente. Somando quem se declara feliz (80%), o Brasil registrou um aumento de 2 p.p. em relação à 2025.

Para os brasileiros, se sentir amado é o que mais contribui para a sua felicidade (34%), revela o estudo. Na sequência, estão a saúde física e mental (31%) e o relacionamento com a família e os filhos (29%).

Quando se trata de se sentir muito feliz, os homens brasileiros são maioria (29%) versus 26% das mulheres. Elas, por outro lado, superam os homens que se sentem felizes (54%), enquanto 50% deles declaram se sentir da mesma forma.

A pesquisa também mostra que a felicidade começa alta na juventude, diminui por volta dos 50 anos, mas depois sobe para atingir seu pico após os 70 anos. No Brasil, a soma daqueles que se dizem muito felizes e bastante felizes, entre 50 e 74 anos, é de 82%, a maior média por faixa etária. A Geração Z (nascidos aproximadamente entre metade dos anos 1990 e início dos anos 2010), por outro lado, é a que mais afirma estar “nada feliz” (6%).

Os países com a maior porcentagem de pessoas felizes são a Indonésia (86%), Países Baixos (84%), México (83%) e Colômbia (83%). O Brasil, que também apresenta um alto índice, com 80% da população se declarando feliz, foi o país que mais citou a fé religiosa ou vida espiritual como um motivo que contribui para a felicidade (22%), frente a 10% da média global.

Os dados apresentam também uma correlação entre renda e felicidade. Pessoas com renda mais alta tendem a ser mais felizes (79%) do que as de renda mais baixa (67%).

“Vemos uma consistência nas gerações mais velhas exibindo maior grau de felicidade do que as mais jovens. Além disso, há uma ênfase duradoura na “família”, na “saúde” e no “amor” como principais motores de felicidade entre os brasileiros, comenta Lucymara Andrade, Diretora de pesquisas de marca na Ipsos.

Felicidade x infelicidade

Se os relacionamentos pessoais e a saúde são o maior motor da felicidade, a infelicidade é causada, principalmente, por um fator externo: a situação financeira. No Brasil, esse foi o motivo citado por 54% dos entrevistados (57% na média global), seguido de saúde mental e bem-estar (37%) e situação habitacional ou condições de vida (27%). A situação financeira é citada também por todas as gerações em território nacional, na seguinte ordem: 68% Baby Boomers, 62% Geração X, 49% Millennials e 49% Geração Z.

“Não importa a sua idade, onde você mora ou quanto você ganha. Se você está infeliz, suas finanças pessoais são a causa mais provável dessa infelicidade”, afirma Lucymara..

A Ipsos Happiness Report 2026 destaca ainda que a percepção sobre a economia do país como fonte de infelicidade diminuiu em 2026. Em 18 dos 29 países, mais pessoas acreditam que a economia nacional está mais forte do que no ano anterior, o que pode explicar parte do aumento geral da felicidade.

 

Metodologia

A pesquisa foi realizada em 29 países, por meio de sua plataforma online Global Advisor e, na Índia, por meio de sua plataforma IndiaBus, entre quarta-feira, 24 de dezembro de 2025 e sexta-feira, 9 de janeiro de 2026. A Ipsos entrevistou um total de 23.268 adultos com 18 anos ou mais na Índia, de 18 a 74 anos no Canadá, República da Irlanda, Malásia, África do Sul, Turquia e Estados Unidos, de 20 a 74 anos na Tailândia, de 21 a 74 anos na Indonésia e Singapura, e de 16 a 74 anos em todos os outros países.

No Brasil, a amostra consiste em aproximadamente 1.000 indivíduos. Os dados são ponderados para que a composição da amostra de cada país reflita melhor o perfil demográfico da população adulta, de acordo com os dados do censo mais recente.

A precisão das pesquisas on-line da Ipsos é calculada usando um intervalo de credibilidade, sendo que uma pesquisa com N=1.000 tem uma margem de erro de +/- 3,5 pontos percentuais e uma pesquisa com N=500 tem uma margem de erro de +/- 5,0 pontos percentuais. Para mais informações sobre o uso de intervalos de credibilidade pela Ipsos, visite o site da Ipsos.



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