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| Saúde e Bem Estar

Obesidade caminha para ser epidemia em futuro próximo, diz OMS

Entenda como a obesidade tem se tornado uma epidemia que ameaça as novas gerações



Data da Publicação da Notícia : 24/02/2026 17:54 por Luiz Affonso Mehl

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A obesidade afeta 13% da população mundial e já se tornou uma epidemia em diferentes países, alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, mais da metade da população vive com problemas de peso e com gordura corporal, o que tem provocado uma epidemia silenciosa que ameaça o futuro das novas gerações, afirma o Conselho Federal de Medicina (CFM).

 

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) detalha que 34% da população adulta do Brasil vive com obesidade, enquanto 22% estão enquadrados no sobrepeso. O quadro tende a se agravar no futuro: 48% dos brasileiros serão obesos e 27% terão sobrepeso em 2030, caso as tendências atuais sejam mantidas, segundo estimativa do Congresso Internacional de Obesidade (IOC).

 

Os dados revelam um cenário preocupante: o Brasil já vive uma escalada da epidemia de obesidade, doença definida pelo acúmulo anormal ou excessivo de gordura corporal, conforme o Ministério da Saúde.

 

A OMS explica que a obesidade pode aumentar a chance de contrair outras doenças, como as cardiovasculares e os acidentes vasculares cerebrais. O Ministério da Saúde calcula que 54,7% dos óbitos no Brasil são causados por doenças crônicas não transmissíveis, sendo 30% delas cardiovasculares. 

 

Obesidade tem causas multifatoriais


A OMS reconhece a obesidade como uma doença crônica multifatorial, o que inclui estilo de vida, influência do ambiente, predisposição genética, fatores socioeconômicos, entre outras questões.

 

O estilo de vida engloba hábitos que contribuem para o ganho de peso, como padrões alimentares inadequados e sedentarismo. A Federação Mundial do Coração explica que esses comportamentos contribuem para o desequilíbrio entre as calorias consumidas e gastas. Para combater esse fator de risco, é aconselhável manter uma dieta saudável e equilibrada e realizar atividade física regular.

 

O acompanhamento nutricional é indicado para realizar a mudança de hábitos e definir estratégias que possam auxiliar no processo de perda de peso. Na avaliação individual do paciente, podem ser indicadas alternativas medicamentosas ou naturais, como o Morosil para resultados que favorecem o metabolismo de gorduras e auxiliam no controle do peso. 

Ambiente e renda interferem no acesso à alimentação saudável

O ambiente onde se vive também pode acarretar obesidade. De acordo com a OMS, é preciso considerar que há locais com menor acesso à alimentação saudável e aos espaços para a prática de atividades físicas.
 

Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) revelam que cerca de 3 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso a alimentos saudáveis, enquanto a disponibilidade de ultraprocessados tem aumentado gradativamente.


Nessa mesma lógica, a OMS destaca a questão socioeconômica. A renda das famílias também impacta no acesso aos alimentos, à saúde e ao lazer, bem como nos horários disponíveis para prática de exercícios. Por isso, a Organização defende a necessidade de políticas públicas que trabalhem a conscientização sobre a obesidade, mas que também ofereçam alternativas para as famílias de baixa renda.

 

A OMS também destaca que a predisposição genética, o metabolismo, a variação hormonal, o nível de estresse, a rotina de sono, o uso de medicamentos e condições de saúde pré-existentes, como o hipotireoidismo, também contribuem para a obesidade, o que torna necessário um olhar mais amplo sobre a epidemia. 

 

Há casos, em que o tratamento exige acompanhamento de outras especialidades médicas e, também, terapêuticas. Na Medicinal, por exemplo, as soluções para gerenciamento de peso são categorizadas de acordo com o objetivo, auxiliar na ansiedade e no estresse, acelerar o metabolismo, aumentar a saciedade, entre outros.

 

Estratégia para reverter o quadro até 2030

 

A OMS se comprometeu a acelerar as ações de combate à epidemia de obesidade nos próximos anos. A entidade deverá apoiar os países no fortalecimento das suas capacidades de acesso aos serviços de prevenção e tratamento da doença por meio de políticas de atenção primária à saúde, informa a Global Nutrition Report.

 

A Federação Mundial do Coração defende que a obesidade precisa ser reconhecida como um dos problemas de saúde pública mais perigosos que o mundo vive atualmente. A projeção é de que, até 2030, o número de pessoas com obesidade no mundo terá duplicado em relação à taxa de 2010.
 

A federação também alerta que países de baixa e média renda despertam maior preocupação. As razões são a maior concentração de habitantes com obesidade e a existência de sistemas de saúde despreparados para gerir a epidemia da doença.

 

A obesidade necessita de tratamento contínuo e individualizado, o que exige uma mudança de foco nos próximos anos de apenas uma condição de estilo de vida para uma doença complexa, afirma a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO).



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