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Brasil | Economia e Política

Nicole Weber Covatti alerta para escalada de feminicídios: RS pode chegar a 252 feminicídios em 2026 se nada for feito

Vereadora destacou que não é mais possível tratar os casos como estatística



Data da Publicação da Notícia : 24/02/2026 18:31 por Jacson Miguel Stülp

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Santa Cruz do Sul - A vereadora Nicole Weber Covatti utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Santa Cruz do Sul para fazer um alerta contundente sobre o avanço dos casos de feminicídio no Rio Grande do Sul. Segundo os dados mencionados pela parlamentar, o Estado já registra 19 feminicídios apenas neste início de 2026 — e, se o ritmo continuar, proporcionalmente, o número pode chegar a 252 casos até o final do ano, enquanto foram 80 em 2025.

Durante a própria sessão legislativa, realizada na segunda-feira (23), um novo caso foi registrado em Ijuí, fato que reforçou ainda mais a gravidade do cenário. A Vereadora lamentou profundamente a morte da colega ex-vereadora Roseli Vanda Pires Albuquerque, de Nova Prata. “São dois lutos: pela mulher, e pela líder que perdemos numa esfera onde já somos tão poucas”, refrisou.

Em sua fala, Nicole destacou que não é mais possível tratar os casos como estatística. “Enquanto estamos aqui debatendo políticas públicas que já não são suficientes, mais uma mulher perdeu a vida. Já são 19 vítimas. Se continuarmos nesse ritmo, poderemos chegar a 252 feminicídios em 2026. Isso não é projeção fria. São vidas interrompidas”, afirmou.

A vereadora defendeu uma mudança firme na condução dos casos envolvendo violência doméstica, especialmente em relação às medidas protetivas. “A nova bandeira precisa ser clara: agressor com medida protetiva deve ser preso no ato. Soltos, não estão podendo ficar. Estamos vendo mulheres morrerem mesmo depois de denunciarem e pedirem proteção. O Estado está falhando duramente conosco”, declarou.

Nicole também cobrou responsabilidade do Judiciário e dos agentes políticos para que medidas mais efetivas sejam adotadas com urgência. Por fim, a parlamentar afirmou que seguirá pautando o tema na Câmara e mobilizando esforços para fortalecer a rede de proteção às mulheres.



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