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Tecnologias integradas reforçam segurança de dados
Conformidade com a LGPD exige atenção especial ao fluxo de dados entre serviços
Data da Publicação da Notícia : 09/01/2026 15:45 por Luiz Affonso Mehl
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Diante da inovação tecnológica que permitiu conquistas como Inteligência Artificial, computação quântica, automação e hiperconectividade, as organizações passaram a priorizar a digitalização de processos e a entrega de experiências digitais inteligentes, personalizadas e ágeis, como o VPS com performance SSD. No Brasil, o desafio tem sido garantir que os avanços ocorram em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados - LGPD (Lei nº 13.709 / 2018).
Quando a segurança da informação não acompanha o ritmo acelerado da tecnologia, há o risco de vazamentos de informações pessoais e paralisações de operações de organizações por conta de ciberataques.
O relatório da consultoria Gartner sobre tendências tecnológicas para 2025, que ajuda as organizações a se prepararem para os enfrentar desafios de uma economia digital em constante evolução, apontou que a arquitetura de confiança digital é um importante componente para proteger dados. A orientação é que as organizações invistam em soluções que garantam a integridade e a privacidade das informações, fortalecendo a relação de confiança com usuários e clientes.
A conformidade com a LGPD exige atenção especial ao fluxo de dados entre serviços. A lei determina os parâmetros para o tratamento correto de dados pessoais, incluindo coleta, armazenamento e compartilhamento, inclusive nos meios digitais. De acordo com o texto, o objetivo é proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento dos cidadãos.
Armazenar logs, backups e snapshots em servidores pode facilitar a governança, mas não elimina a necessidade de controles técnicos e contratos com provedores, que possam oferecer tecnologias combinadas para aumentar a proteção de dados e garantir o cumprimento da LGPD por parte das empresas. As automações com n8n podem ser usadas como alternativa para garantia de privacidade e segurança.
“A tecnologia não apenas oferece ferramentas avançadas para enfrentar essas ameaças, mas também possibilita uma abordagem proativa, baseada em dados e análises preditivas”, aponta a gerente de produto da ISC Brasil, Jacqueline Gagliano.
Um dos pilares fundamentais da segurança integrada, segundo ela, é a interoperabilidade dos sistemas, que consiste na capacidade de diferentes sistemas de se comunicarem e compartilharem dados.
Além disso, a tecnologia oferece uma capacidade sem precedentes de análise e interpretação de dados. Por meio de algoritmos avançados de Inteligência Artificial e aprendizado de máquina, é possível identificar padrões, problemas e tendências que podem indicar potenciais ameaças à segurança.
Jacqueline destaca que essa capacidade de análise preditiva não apenas permite uma resposta a incidentes imediatos, mas também possibilita a implementação de medidas preventivas proativas, mitigando riscos antes mesmo que eles se materializem.
Brasil é referência em cibersegurança na América do Sul
Levantamento realizado pela Netscout aponta que, apenas no primeiro semestre de 2025, o Brasil registrou cerca de 550 mil ataques de negação de serviço distribuído (DDoS), um aumento de 55% em relação ao ano anterior.
Ainda assim, mesmo diante dos ricos, o Brasil tem se destacado na América do Sul como referência em cibersegurança. De acordo com o Relatório de Cibersegurança 2025, da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais (Brasscom), o Brasil é o único país da região classificado no tier 1 do Global Cyber Security Index, da União Internacional das Telecomunicações.
O relatório projeta que o mercado nacional de segurança da informação movimente cerca de R$ 104,6 bilhões entre 2025 e 2028.
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