| Saúde e Bem Estar
Psicóloga aponta caminhos para manter a motivação durante o ano e reduzir a pressão nas metas
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Data da Publicação da Notícia : 29/12/2025 16:10 por Usina de Notícias
Divulgação
O final do ano reúne momentos que costumam mexer com a sensibilidade das pessoas: o Natal, o Ano Novo e as férias. Essas datas despertam memórias, balanços emocionais e expectativas para o ciclo que se aproxima. O Natal, especialmente, costuma nos levar a revisitar histórias e lembranças que marcaram a vida, num movimento introspectivo que faz parte desse período.
A psicóloga Simone Chandler Frichembruder, docente do curso de Psicologia da Estácio, explica que esse mergulho emocional é comum e costuma ativar memórias profundas. “De alguma forma, revisitamos nossa história e os Natais passados, as lembranças àquelas que nos marcaram profundamente, as nossas memórias afetivas”, afirma. Segundo ela, a chegada de dezembro também costuma intensificar a sensação de urgência, como se houvesse uma lista interminável de tarefas a cumprir antes da virada. E nem mesmo as mensagens de incentivo ao descanso passam despercebidas. “Elas ecoam como lembretes das demandas cotidianas, revelando como é difícil desligar-se da engrenagem da produtividade”, observa.
Com a chegada do Ano Novo, surgem expectativas de mudança, renovação e a vontade de realizar planos antigos e novos. A psicóloga chama atenção para um ponto que costuma passar despercebido: quando as metas são guiadas apenas pela lógica produtivista, a frustração pode aparecer logo nos primeiros meses do ano. Para ela, é fundamental adotar um olhar mais generoso sobre os próprios limites e circunstâncias, reconhecendo que a vida nem sempre acompanha o ritmo que imaginamos. Simone lembra que saúde não é cumprir padrões. “A saúde se revela na possibilidade de nos reinventarmos diante das adversidades e da complexidade da existência”, destaca.
Nesse espírito, a psicóloga sugere caminhos para manter a motivação e o bem-estar ao longo do ano, como estabelecer metas flexíveis e realistas, com objetivos que caibam na vida real, e não apenas nas expectativas externas; respeitar pausas e limites e entender o descanso como parte essencial da saúde mental, não como falta de produtividade; praticar autocompaixão para ser menos rígido diante de imprevistos e recomeços; valorizar vínculos afetivos, pois relações próximas funcionam como apoio psicológico importante e revisar metas ao longo do ano para evitar frustrações desnecessárias.
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