Só orai?
NIlton Moreira
Data da Publicação da Coluna : 07/11/2026 por Nilton Moreira
Tem pessoas que vivem adoentadas impossibilitadas de levar uma vida normal. Parece existir alguns fatores que as levam sentirem-se deprimidas e experimentarem mal estar rotineiro, e o principal é o não seguir os conselhos do Mestre “vigiai”. Deixam a mente vagar livremente com pensamentos de amargura, orgulho, mágoa, e usam a boca para a maledicência, passando serem envolvidas numa psicosfera que age como banho negativo, inibindo as energias salutares, causando manchas escuras em determinados órgão.
O sensitivo americano Edgar Cayse, certa ocasião disse que “somos aquilo que pensamos”, e Jesus na intenção de demonstrar a necessidade de estarmos com o pensamento elevado o maior tempo possível disse: “orai e vigiai”. Ora, se temos parâmetros para uma boa saúde, porque evitamos? Mas apenas orar não neutraliza o ingresso no organismo dos miasmas pairantes no ar. É preciso também vigiar!
Por outro lado, tem pessoas com pensamentos elevados e que praticam o bem a outrem, mas que também enfrentam mal estares, e que pela medicina são tidos como sem causa definida, sendo ministrados medicamentos que apenas combatem os sintomas, cuja medicação às vezes leva à dependência, por persistirem sintomas de insônia, angústia, depressão, dores de cabeça, palpitações, tremores, tonteiras, desmaios, visões, medos e outros.
Em verdade, muitos destes acometimentos relacionam-se com mediunidade que por ser desconhecida de muitas pessoas, passa a dar conotação de doença. Tal atividade existe desde os primórdios e está nos livros mais antigos. “Ser médium é servir de intercâmbio entre o plano carnal e o espiritual”, sendo portanto, atributo que não está ligado à religião alguma, pois é inerente ao ser humano.
A mediunidade explicada por Chico Xavier por exemplo, tem a finalidade de auxiliar, pois que por meio dela podemos desenvolver atividades de caridade das mais diversas, incluindo curas, interpretação de sonhos, visão do futuro e ajudar aos que partiram encontrar o caminho do esclarecimento no mundo espiritual. Mas se a pessoa que sente os sintomas não quer praticá-la, poderá estudando e se esclarecendo, experimentar melhora e voltar a ter uma atividade de vida normal, sem medicamentos, pois mediunidade não é doença. Devemos saber como lidar com esta ciência, já que tudo que nos é desconhecido causa medo. É perigoso ter e não saber usar. Busquemos o conhecimento para que possamos ter uma vida com menos conflito mental.
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Nilton Moreira\
Nilton é Policial Civil, natural de Pelotas, com formação na Academia Superior de Polícia do Rio Grande do Sul, residente em Torres (RS). É palestrante por vocação e trás textos sobre vivências e espiritualidade


