A HORA
Nilton Moreira
Data da Publicação da Coluna : 09/10/2026 por Nilton Moreira
Pena de morte é sentença das mais antigas que perdura até hoje, a qual em certas ocasiões considera-se prevista em Lei, mas também de tempos para cá obedece lei paralela. Digo paralela porque vemos seguidamente pessoas sendo executadas friamente por decisão de facções, ou grupos interessados no chamado “queima de arquivo”.
Temos também de considerar os comentários que surgiram ao longo dos tempos, alguns que deram origem a documentários, e que tratam de morte de pessoas famosas no campo político.
Mas esta penalização sempre foi comum, seja por fuzilamento, guilhotinamento, enforcamento, queima na fogueira, mais a que causou comoção até os dias de hoje foi a modalidade crucificação de Jesus.
Para quem executa sempre tem uma justificativa e acredita estar fazendo o que é necessário.
Em razão de crença sabemos que executar alguém só extingue-se a vida física, pois espiritualmente o executado continua vivo, e quem se vai com ódio passa normalmente perseguir quem aqui fica, influência essa que denominamos obsessões.
Se matar alguém que cometeu crime resolvesse a violência urbana, certamente teríamos aqui na Terra algum lugar perfeito para viver, o que não é verdade, pois vivemos todos com medo, independente de classe social.
Notamos que os favoráveis à pena de morte, o são até que sejam seus filhos os a serem executados!
Não faz muito tempo um condenado foi executado no Alabama, EUA. Foi asfixiado por gás nitrogênio. Foi a primeira vez que foi usada essa modalidade, isso porque ele no ano 2022 sobreviveu a injeção letal por não terem achado veia específica. Smith teria demorado aproximadamente 22 minutos para morrer.
Semana passada, Christa Pike, mulher que sobreviveu à execução por injeção letal no estado do Tennessee, nos EUA, foi intubada, ligada a um respirador e permaneceu inconsciente em um hospital na região de Nashville. Atualmente está se recuperando e apresenta melhoras. Fica claro, que quando não chega a hora, a morte não acontece, apesar da vontade de outrem.
Paz a todos.
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Nilton Moreira\
Nilton é Policial Civil, natural de Pelotas, com formação na Academia Superior de Polícia do Rio Grande do Sul, residente em Torres (RS). É palestrante por vocação e trás textos sobre vivências e espiritualidade


