Reflexões sobre o voto e a polarização no Brasil
A experiência democrática e a necessidade de uma pauta mínima política, social e econômica
Data da Publicação da Coluna : 07/10/2026 por Alexandre Triches
Todos nós, brasileiros, somos parte de uma geração ainda pouco acostumada ao exercício do voto. Ainda é algo incomum, até mesmo para os mais veteranos, comparecer às urnas e escolher os próprios representantes.
Não sou eu que digo isto, é a história que nos mostra. O voto parece um acontecimento extraordinário porque ele ainda é, de fato, uma experiência nova para todos nós.
É como se, a cada eleição, estivéssemos diante de uma refundação da República, acompanhada de uma constante sensação de que as instituições não suportarão o peso das mudanças e de que, ao final, ocorrerá uma ruptura.
Desconsideramos, irresponsavelmente, a possibilidade de que haja mais do que um ponto de vista sobre as coisas. E essa crítica vale para os dois lados da polarização.
A verdade é que já deveríamos ter avançado em algumas pautas mínimas. Algo como um piso político, social e econômico: seria uma pauta revolucionária.
Isso nos permitiria sair de nossas próprias bolhas e ao menos ter um pouco mais de tempo para apreciar o processo eleitoral, em vez de nos preocuparmos tanto com o resultado dele.
Só estou refletindo sobre tudo isso porque o futebol está parado, viu. Nessas horas, a responsabilidade diminui e a gente fica um pouco mais leve.
Alexandre Triches, advogado
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